Existem pessoas que acreditam que nunca fomos a Lua, outras são tão fascinadas pela história que contam que chegam a duvidar que a histó...

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   Existem pessoas que acreditam que nunca fomos a Lua, outras são tão fascinadas pela história que contam que chegam a duvidar que a história original não foi exatamente a que aprendemos! Originalmente só chegamos a pisar na Lua em 1969 durante a Corrida Espacial - Guerra Fria - graças a um grupo de mulheres, e hoje você vai conhecer um pouco mais sobre elas:



   Ano que vem (dia 13 de Janeiro) sai o filme "Estrelas Além Do Tempo" que conta a história de uma equipe de mulheres afro-americanas que trabalharam nos bastidores da Missão Apollo (aquela que levou o primeiro homem à lua) e várias outras missões espaciais entre as décadas de 1940 e 1960.


   A autora do livro, Margot Lee Sheterlly, contou para a Revista Capitolina: 
“Todas sabemos com o que cientistas se parecem: pessoas de olhos confusos em um jaleco branco e óculos de trabalho, utilizando um protetor de bolso e segurando um tubo de ensaio. Maioria são homens. Geralmente brancos. Até o Google, nossa mente coletiva, confirma essa visão hegemônica. Apenas faça uma pesquisa de imagem com o termo “cientista” (…). Após o início da Segunda Guerra Mundial, agências federais norte-americanas e contratantes de defesa no país todo lidaram com a escassez do número de matemáticos contratando mulheres com habilidades em matemática. O centro de pesquisas da Aeronáutica, a “NACA” (Comitê Nacional para Aconselhamento sobre Aeronáutica), com sede no Laboratório de Pesquisas de Langley em Hampton, Virginia, criou um grupo de mulheres formadas em matemática que analisavam infinitos arranjos de dados advindos de testes em túneis de vento com protótipos de aeronaves. Acreditava-se que mulheres eram mais atentas a detalhes, e que suas mãos menores seriam melhor adequadas a tarefas repetitivas nas calculadoras Friden. Uma “menina” poderia ser remunerada significantemente menos do que um homem pela mesma tarefa. Engenheiros homens, libertos do árduo trabalho matemático, poderiam assumir projetos analíticos e conceituais considerados mais “sérios”. (…) Essas mulheres eram quase todas as melhores formandas de universidades tradicionalmente negras, tal como a Hampton Institute, Virginia State e a Universidade Wilberforce. Embora realizassem os mesmos trabalhos que mulheres brancas contratadas naquele período, elas eram isoladas em seus cubículos na ala oeste do campus de Langley – por isso, o apelido “os computadores do oeste”. Porém, a despeito das dificuldades de se trabalhar sob a legislação de Jim Crow na Virginia, essas mulheres continuaram a oferecer consideráveis contribuições para a aeronáutica, a astronáutica, e a eventual vitória Norte-americana contra a União Soviética durante a corrida espacial.”


   Por ordem da fotografia (na foto são atrizes, mas a história a seguir é real):
  • Mary Winston Jackson (nascida em 1921 e falecida em 2005) foi uma afro-americana bacharel científica em matemática e física. Mary iniciou sua carreira na NACA como Computador. Ela se especializou em analisar dados de experimentos com túnel de vento e com aeronaves nos vários experimentos conduzidos pela NACA. Ela foi a primeira mulher a se tornar engenheira e, depois, engenheira espacial.
  • Katherine Coleman Goble Johnson (nascida em 1918) é uma cientista afro-americana formada em física e matemática, além de cientista espacial que contribuiu para a aeronáutica americana e programas espaciais com o precoce uso de computadores eletrônicos digitais na NASA. Conhecida por sua precisão em navegação celestial computadorizada, ela calculou a trajetória para o Projeto Mercúrio e para o voo da Apollo 11 para a lua. 
  • Dorothy Johnson Vaughan (nascida em 1910 e falecida em 2008) foi uma afro-americana formada em matemática, que trabalhou para a NACA, agência que precedeu a NASA. Em 1949, Dorothy tornou-se chefe de um grupo de trabalho composto inteiramente por mulheres afro-americanas formadas em matemática. Durante o restante de sua carreira, ela se especializou em computação eletrônica e programação.



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